
"... cada um de nós é este pouco e este muito, esta bondade e esta maldade, esta paz e esta guerra, revolta e mansidão." (José Saramargo)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Luz dos olhos, para esquecer

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Teias de amor

Cada um traz dentro de si uma teia. Mas o mais me encanta na teia, não é quem ela traz, e sim quem ela vai trazer. O mais belo é na verdade compartilhar sua teia. Tecer junto.
Eu trago dentro de mim a minha teia. Meus amigos trazem dentro deles a teia que pertence a eles. Mas há determinados laços quais as teias começa a se entrelaçar, eles começam a tecer juntas. E ai está o mais belo da teia. Passarei meus laços para os meus amigos. Passarei as minhas pérolas para a minha outra pérola. É como costurar uma colcha de retalhos. Onde cada retalho fosse uma pessoa, e a partir das teias que se entrelaçam, a colcha cresce.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010

-O essencial é invisível aos olhos- repetiu o princepizinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante.
E, deitado na relva, ele chorou.