terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Luz dos olhos, para esquecer


Tal como uma necessidade vital, você crava seu olhar no meu e suga toda minha força de resistir. Sem que palavra alguma necessariamente aconteça, destrói toda barreira , outrora contruída para esconder e esquecer a verdade, para que a real face do sentimento apareça novamente.

Não me conformo. Não sei porquê. Não compreendo a necessidade.

A vida nos deu a chance e escolhermos caminhos diferentes e assim o fizemos, de livre e espontânea vontade. Ou não.

Chegando até o profundo da minha alma, se chance alguma de escapar, sem chance de tentar disfarçar o quanto ainda quero, você consegue arrancar um sorriso. Sorriso de olhar.

Você pergunta.. deixa eu tentar te fazer feliz, nem que seja pela última vez

- Não devemos, escolhemos assim, lembra?

Que besteira minha pensar em escolhas do passado justo agora.

Quando você quer, não tem pra onde correr. Sei que vai até onde quer, e deixo. Conseguiu só provar pra mim mesmo, que por mais que se tente, sempre o eu-te-amo-e-não-sei-viver-sem-você está tão claro quanto a subjetividade dos nossos olhares, em uma noite de sábado, numa festa qualquer.

Sem que palavra alguma necessariamente acontecesse.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Teias de amor


Teia. Conjuntos de fios de seda produzidas pela aranha para a sua sobrevivência. Assim como a aranha precisa dessa teia para a sua sobrevivência, precisamos também nós para a nossa. A teia é composta de minúsculos fios de seda, produzidos por glândulas que estão no abdômem da aranha, denominadas fiandeiras. A nossa teia é composta por laços afentivos, os quais carregamos no coração.
Cada um traz dentro de si uma teia. Mas o mais me encanta na teia, não é quem ela traz, e sim quem ela vai trazer. O mais belo é na verdade compartilhar sua teia. Tecer junto.
Eu trago dentro de mim a minha teia. Meus amigos trazem dentro deles a teia que pertence a eles. Mas há determinados laços quais as teias começa a se entrelaçar, eles começam a tecer juntas. E ai está o mais belo da teia. Passarei meus laços para os meus amigos. Passarei as minhas pérolas para a minha outra pérola. É como costurar uma colcha de retalhos. Onde cada retalho fosse uma pessoa, e a partir das teias que se entrelaçam, a colcha cresce.
Bom, escrevo esse texto, para dizer o quão bom foi que a teia da Naira se entrelaçasse com a minha. Conheci verdadeiras pérolas, as quais levarei, e deixarei se entrelaçar com outras teias. Carina, Maurício, Nelson, Danilo. Pessoas agora responsáveis por mim, pois afinal tu te tornas eternamente responsável por quem cativas. Assim com as teias do Maurício se entrelaçaram com a minhas, e hoje sei que sou responsável também pela Nelita, pelo Felipe, que mais do que eu tentei cativar, foram eles que se deixaram ser cativados por mim.
Por FabiLuize, do blog Pen Drive
"Cada coração é uma história a ser contada, conhecida e se possível amada. O coração humano não foi feito pra ser sozinho. Ele precisa ser povoado, preenchido por outros presentes, pois sozinho significará pouco,mas ao se abrir multiplicará o que por natureza lhe foi dado"
Pe. Fabio de Melo
- Li esse texto lindo, feito pela minha afilhada e não poderia de dar um sabor de amor a essa doce homenagem também e completar com essa frase do Padre Fábio que eu tanto gosto e acredito *,*

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre."
Ruben Alves

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu com certeza seria uma pessoa muito mais feliz se entendesse porque essa necessidade de escrever, que vem da alma certamente, não me abandona. Seria tudo tão simples, virar e dizer a ele: eu te amo. EU - TE - AMO. Três palavras simples que aquietariam o espírito e me pouparia de pensamentos rebuscados tentando treinar o impossível dom de transformar sentimentos em letras. Mas não me deixam. As palavras me consomem. Eu as leio e te vejo. Simples como o eu-te-amo que eu tanto quero te dizer e não consigo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bem mais que o tempo, que nós perdemos
ficou pra traz também o que nos juntou


domingo, 7 de novembro de 2010

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Metade - Oswaldo Montenegro

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


- Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.O essencial é invisiível aos olhos
-O essencial é invisível aos olhos- repetiu o princepizinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante.
E, deitado na relva, ele chorou.


(O pequeno príncipe)